As boas práticas alimentares e de produção de alimentos com certeza favorecem a nossa saúde. E os alimentos orgânicos não poderiam ficar de fora disso!
No estado de São Paulo a Lei 16.140 de 17/03/2015, dispõe sobre a obrigatoriedade de inclusão de alimentos orgânicos ou de base agroecológica na alimentação escolar no âmbito do Sistema Municipal de Ensino de São Paulo e dá outras providências.
Nas cantinas de algumas escolas isso já é prática adotada, pois a preocupação com a saúde das crianças, adolescentes e adultos que estudam e trabalham se fundamenta no bom desenvolvimento assegurado, em parte, pela boa alimentação.
Você consome alimentos orgânicos?
O alimento orgânico não é somente “alimentos sem agrotóxicos” como se veicula normalmente. Além de ser isento de insumos artificiais como os adubos químicos e os agrotóxicos (e isso resulta na isenção de uma infinidade de subprodutos como nitratos, metais pesados, etc) ele também deve ser isento de drogas veterinárias, hormônios e antibióticos e de organismos geneticamente modificados (Portal Orgânico, 2016).
Durante o processamento dos alimentos é proibido o uso das radiações ionizantes e aditivos químicos sintéticos, como corantes, aromatizantes, emulsificantes, entre outros.
O nome surgiu da necessidade de diferenciar os produtos convencionais dos produzidos sem a adição de adubos químicos e conservantes.
As técnicas de produção orgânica incentivam a conservação do solo, preservação da água e redução de poluentes.
Quem produz poderá e deve ter o selo de certificação que passou a ser obrigatório em virtude da Lei (aprovada em 2003) que regulamenta a produção e comercialização da agricultura orgânica no Brasil.
De acordo com Jorge Ricardo de Almeida Gonçalves, da Coordenação de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o preço dos produtos orgânicos são mais elevados que os dos produtos convencionais por terem uma menor escala de produção, custos de conversão para adequação aos regulamentos e processos de reconhecimento de sua qualidade orgânica.
Você quer consumir alimentos orgânicos e não sabe ao certo as vantagens?
A nutricionista Azevedo (2012) com aperfeiçoamento em medicina antroposófica relata as razões e vantagens para adotarmos o consumo de alimentos orgânicos:
- Porque é melhor para sua saúde, para a saúde dos agricultores e do planeta;
- Porque você consome alimentos de melhor valor nutricional;
- Porque são alimentos mais saborosos e que duram mais;
- Porque você ingere menos contaminantes sintéticos;
- Porque ao consumir orgânicos, você contribuiu para a promoção da qualidade de vida dos agricultores que produzem alimentos no meio rural; e isso repercute em cidades mais saudáveis também;
- Porque você apoia um processo de transição ecológica e de proteção às futuras gerações;
- Porque você apoia um sistema produtivo que respeita o bem estar animal;
- Porque você ajuda a minimizar os impactos da agricultura convencional sobre o clima e sobre a poluição dos solos, das águas e do ar;
- Porque você apoia um sistema que preserva a biodiversidade do planeta, as sementes crioulas e as plantas nativas;
- Porque você faz da alimentação além de um ato biológico e de prazer, um ato político e ambiental.
* Sementes crioulas – São sementes tradicionais, ou seja, elas foram mantidas e selecionadas por várias décadas através dos agricultores tradicionais (agricultura familiar (Viveiro, 2016).
Ao contrário da agricultura de orgânicos a agricultura convencional faz uso intensivo de adubos químicos e agrotóxicos causando contaminação no alimento e ainda causando degradação do solo bem como contaminação de cursos d’água; além de inúmeras outras práticas inadequadas na produção de alimentos.
Em 2015, a Agência Nacional de vigilância Sanitária divulgou a tabela com o ranking dos alimentos e seus teores de agrotóxicos:
Darolt (2003) relata que a alimentação moderna tem conduzido não apenas a um desastre na saúde humana, mas também a uma série de problemas ambientais. Hipócrates já dizia que:
“As doenças atacam as pessoas não como um raio em céu azul, mas são consequências de contínuos erros contra a natureza”. (Agrofloresta , 2009)
Tem interesse sobre o assunto?
Segue sugestão de livro sobre o tema:
Este livro aborda uma análise histórica sobre o cultivo e o consumo de alimentos em geral, bem como um cuidadoso estudo sobre a influência dos orgânicos na vida de quem os produz e consome.
Autora: Elaine de Azevedo. Nutricionista, formada pela UFPR com aperfeiçoamento em Medicina Antroposófica pela Associação Brasileira de Medicina Antroposófica/ABMA. É mestre em Agroecossistemas/UFSC com pesquisa em qualidade de vida e Agricultura Familiar Orgânica.É doutora em Sociologia Política (UFSC, 2009) na área de Sociologia Ambiental e Sociologia do Conhecimento Científico, com pesquisa em Controvérsias e Percepção de Análise de Riscos na Ciência da Nutrição. Em 2010 fez Pós- Doutorado na Faculdade de Saúde Pública (USP), pesquisando os campos de estudo da Agroecologia e da Promoção da Saúde e ampliando conhecimentos na área de Pesquisa Qualitativa em Saúde. (Porta orgânico, 2016)
Referências Bibliográficas
Agrofloresta.net – 2009 . Disponível em: http://www.agrofloresta.net/ Acesso em: 03/10/2016
Agência Nacional de Vigilância Sanitária- ANVISA. 2016. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/alimentos Acesso em: 03/10/2016.
DAROLT, M. R. Comparação da Qualidade do Alimento Orgânico com o Convencional In: STRIGHETA, P.C & MUNIZ, J.N. Alimentos Orgânicos:Produção, Tecnologia e Certificação.1 ed.Viçosa : Universidade Federal de Viçosa – UFV, 2003, p. 289-312.
Portal Orgânico. 2016. Disponível em: http://www.portalorganico.com.br/sub/22/por-que-consumir-organicos Acesso em: 03/10/2016.
SOUZA, Líria Alves De. “Alimentação orgânica”; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/quimica/alimentacao-organica.htm>. Acesso em 03/10/ 2016.
Viveiro.2016.Disponível em: https://viveirosabordefazenda.wordpress.com/2015/05/07/o-que-sao-sementes-crioulas/ Acesso em: 03/10/2016.
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